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Livro: Filosofia do Caos - do niilismo à criação de valores

junho 30, 2019 Marcos 3 Comments Category :


PREFÁCIO

Este livro traz uma reunião de textos escritos ao longo de anos de parceria, de estudos, de reflexões, de debates acalorados, de delírios e diálogos sobre as questões que habitam tão poucas cabeças que ousam tecer novas possibilidades de fuga diante dos caminhos fechados e esgotados que petrificam o pensamento, sem receio em afrontar as verdades sagradas perpetradas pela academia e todas as instituições oficiais que exercem, muitas vezes, o mesmo poder das religiões. Em oposição a esse modo atrofiado, trazemos uma nova proposta filosófica que chamamos de des-significação, que quer dizer: não nos importa mais receber roupagens ou camadas externas que nos traga um outro entulho de cultura. Basta de cultura, queremos a arte rasgada no corpo, nas vísceras, na corrente sanguínea. Há muito tempo os “intelectuais” se apresentam como salvadores do mundo, da humanidade, do homem, da saúde mental; se apresentam como uma espécie de curandeiros da civilização que possuindo a autoridade concedida pelas instâncias do poder, querem conduzir os “desviados” a uma razão à qual somente eles têm a chave, tal como os padres nas igrejas em relação à salvação pela crença. Então perguntamos, quem é a humanidade? Quem é o homem? O que é a cultura?
Vimos e sentimos na pele, que não se tem acesso ao conhecimento por via cerebral, racional, mas por meio de ondas, espasmos que desfragmentam a própria razão, a própria cultura, o próprio homem, noutras palavras, o conhecimento se transforma em arte pura, a vida passa a ser o próprio fenômeno estético. Por que se o conhecimento não pode desconstruir cada partícula que nos foi acrescentada, de que serve conhecer? Para repetir o eco de uma civilização falida? Se há uma educação possível, no sentido de liberdade, é somente pela deseducação, porque a educação como é apresentada só pode nos proporcionar Tristezas-tristes, haja visto que há uma grande diferença entre a tristeza-triste e a tristeza- alegre. Choramos de tristeza-alegre quando uma ária de Bach se mistura com a nossa alma; choramos de tristeza-alegre quando nos reconhecemos como Raskólnikov ou Dorian Gray; choramos de tristeza-alegre quando morre um grande poeta, um grande músico, momento que faz sua obra ficar ainda mais viva. O oposto disso é a tristeza-triste que acomete a larga corrente da mediocridade humana, que se entristece pelas banalidades, que se prendem às alegrias fugazes jogadas pela indústria do entretenimento quando são assaltadas pela angústia da existência. Enfim, o que propomos é a arte como medicina, o espanto, o estarrecimento, a morte e o renascimento, a perda do Eu, o delírio no lugar da razão, porque se eles dizem “conhecimento é poder”, dizemos conhecimento é potência, e é pela potência – fora do bojo do certo ou errado, do bem e do mal – que construímos a nossa singularidade acima de toda e qualquer significação que possa engaiolar-nos como máquina domesticável, condicionada a obedecer as codificações que nos impedem de alçar um o voo livre, mesmo que para isso as verdades que, por milênios ancoraram a sociedade – se partam em mil pedaços!
Bem-vindo ao nosso delírio.
 Os autores


Para adquirir o livro:
https://www.agbook.com.br/book/235933--Filosofia_do_Caos

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3 comentários

  1. muito bom , gostaria de saber coo faço para adquirir , ou se podem disponibilizar o texto na integra

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    Respostas
    1. Opa Isaac, obrigado pela visita. Os textos reunidos se encontram nesse link:
      https://www.agbook.com.br/book/235933--Filosofia_do_Caos
      abraços

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  2. estou tentando me cadastrar para adquirir o livro mas tá difícil .... já fiz várias tentativas e nada, como posso fazer para comprar o livro, gracias valeria

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